domingo, 15 de fevereiro de 2026

Quando o corpo precisa de descanso


Há dias em que o cansaço é imenso. Você dorme e não descansa, acorda e já se sente atrasado, como se a vida tivesse se tornado uma cobrança permanente. Nessa hora, a primeira cura é parar de se acusar. Nem todo cansaço é falta de força; às vezes é excesso de carga, excesso de ruído, excesso de “sim” dito para não desagradar. O corpo pede paz porque a mente está abarrotada de pressões.

Lidar com esse extremo cansaço começa por uma humildade prática: reduzir é chave. Não é fraqueza; é sabedoria. Escolha um “mínimo sagrado” para o dia: o essencial que precisa ser feito e o resto, se der, será bônus. Crie pequenas pausas que não dependem de grandes mudanças: ciclos lentos de respiração  (inspire e respire por alguns minutos, três ou mais vezes por dia), tome copos d’água devagar (com presença, sem pressa), faça alguns minutos de silêncio (tente não pensar em nada), mentalize uma oração simples (do seu jeito e sem questionar sua eficácia). Isso vai devolvendo governo interior. Quem governa por dentro recupera energia por dentro e por fora.

Aos poucos, o cansaço vai ensinando o que a pressa escondia: você não foi feito para viver no limite todos os dias. Proteja sua luz como quem protege uma chama no vento: durma melhor quando puder, peça ajuda sem sentir vergonha, diga “não” ao que drena energia, aceite que nem toda batalha é sua. O mundo vai continuar correndo, mas você não precisa correr com ele o tempo todo - na verdade, em boa parte do tempo. A maior vitória do dia talvez seja simples: não se abandonar.


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